02 Julho 2009

um ritmo, um pacto e o resto rio afora

no ônibus a caminho do trabalho, ma marginal pinheiros.

agora, exatamente agora.

ele aguardou 10 anos pra falar que sempre foi apaixonado por ela.
logo ela, sua amiga de tanto tempo. como não teria percebido?
na festa de um amigo do colegial (esses eventos que os dois sempre comparecem juntos), ele tomou a decisão de contar.
como não contar? ela está tão bela. é a única.

já no meio da festa, eles vão até o terraço falar mal dos outros como sempre fazem e ele confessa. um outro amigo dos dois olha de longe, vê um longo abraço seguido de um beijo mais que esperado e pensa: "finalmente!".

10 anos é muito tempo.
como deve ser especial essa noite pra ele. quantas vezes não imaginou esse momento? milhares, no mínimo.
terão filhos? casarão na igreja? serão felizes?

felicidade é a promessa que ele a fez depois do primeiro beijo.
e mal sabia ele o quanto era recíproco o amor dela. vão rir à beça disso também.

adoraria ter visto a cena. participado do momento.
mas, apenas supor que isso possa ter existido durante o longo trajeto da marginal pinheiros já garantiu meu dia.
eu vi a festa, vi os sorrisos, os corações batendo mais forte do que pulsa uma bateria.

existe sim, quem há de dizer que não?
quem está no mundo inteiro pra me desmentir?

essa história é real até que se prove o contrário.
e até se provar o contrário já ocorreram milhares de chances mais pra ela ter acontecido. e eu estava certo.

felicidades aos meus amigos.
obrigado por me deixarem historiar o momento de vocês, mesmo aqui do lado de fora.

(sabe, eu sou um sentimental)

Pedro.
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23 Junho 2009

domingo no parque #11






Pensa num lugar cheio.
Adiciona gente.
Mais gente.
Multiplica.
Concentra.
Joga.
Acumula.
(...)

Essa foi a Gambi desse domingo. Provável que esquente e lote bem mais a partir de agora nas férias escolares de colegiais e universitários.

Pra quem souber aproveitar será ótimo. Ficadica.
Quem não souber vai ficar sentadinho, bonitinho, esperando esvaziar. Fiz um pouco dos dois esse domingo, primeiro fiz bico e fui pra cabine do Trovão, depois esperei esvaziar. No meio tempo vi que o pessoal das universidades precisa mesmo de uma Gambiarra (#art of enconter mode on#).

Depois de vazio foi a hora. Putza, mas como foi bom ver a fila de pessoas indo embora e eu indo pro melhor da festa. Adiós!

Confessos.

Confesso que:

só de chegar, procurar e encontrar o Thigo já me deixou feliz de cara. Estava com saudades #monstras# dele. E do perfume. rs. E ele foi um sucesso. Sabia que seria.
#
o Miro estava especialmente inspirado pra mim ontem. Tocou as boas novas da Ivete, uma sequência de Caetano e Gal logo que eu cheguei, etc.
#
De todas as músicas do mundo a que eu menos esperava que o Thigo dedicasse pra mim, logo no final, era "Eu sou Stephany". E a Gambiarra (ou o que sobrou) dela, me viu tímido.
#
fiquei um bom tempo zanzando de pistas até fixar na pista 2 com o Trovão.
#
a festa começou mesmo (pra mim) às 4.
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a máxima da noite foi: eu não gosto muito de multidão... Por: Alex Gruli.
#
o restaurante novo ficou muito chique! E apesar de adorar reformas, eu sinto falta do antigo, da pole dance e do palquinho.
#
Ontem eu conheci um lugar na Gambi onde poucos viciados já estiveram. O MOCÓ.
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senti falta de todos que não foram - muita falta - fica até um pouco estranho não encontrar vocês. E a saudade aumenta.
#
Confesso que essa é a semana da folga pra mim.
#
Ah! Gigi...
#
Confesso que Thay e eu somos os melhores stalkers da Gambi que há.
#
a Puta tá bombaaaaaaaaaando!!! adorei a segunda apresentação do Petit.
#
e dançar com o Alê "Get down" é muito foda tb,
#
Confesso que teremos uma longa semana... espero que nos vejamos por aí.
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Confesso que o Taiguara estava muito, mas muito elétrico ontem. Um legítimo duende. E que eu vou utilizar muito bem o vale-quermesse que eu ganhei dele.
#
Confesso que shegãããn de facer a bitch.
#
Confesso que o Markus ontem estava especialmente "dancing". Enquanto o Carllo estava romântico. E pros 2, eu confesso que não estou quietinho e nem apaixonado. rs.
#

Por ontem foi só.




^^My bitch's back! Lol!

Pedro.
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19 Junho 2009

não ter asa

Sexta feira, mais um dia.
Queria sair, queria ficar.
Vou ficar.

Queria prosa, queria poesia.
Não digo o que vou fazer.
Vou ficar, tá bom?

Ok, dvd's. Tenho uma pilha pra passar a noite.
Posso ter tudo.
Tenho uns livros também, de prosa e poesia.
Tenho noite e dia.
E amanhã nem trabalhar.

Pedro.
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17 Junho 2009

hoje eu não vou

Sampa, 17 de Junho.
Muita preguiça.
Eu corri 8 km. Agora quero ficar em casa mas tenho que trabalhar.
Volto a noite pra ficar divagando na web sem compromisso.
Algo mais?

Hoje é dia de ser normal. Chegar no horário e depois de ter malhado de manhã. Comi um pote de salada. Quem sabe eu vivo mais e melhor? Ou meu psicológico vai a mil.
Nenhuma idéia pra esse dia simples.
Bem que você podia pintar na sala da minha tarde vazia.

Amanhã te escrevo mais, nesse diário moderno.
Te envio um sorriso, com leveza.

Fui!

Pedro.
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16 Junho 2009

eu sei que é junho

Ou Drop Down Diary #13

Eu sei que é junho, esse relógio lento
Esse punhal de lesma, esse ponteiro,
Esse morcego em volta do candeeiro
E o chumbo de um velho pensamento

Um meio de mês mediano para um mês da mesma forma. A diferença é que estou mais caseiro e preguiçoso do que nunca. Não tenho grandes planos, apenas planos medianos que podem se tornar algo importante, dependendo do raio de visão e do alcance do olhar.

Coisa pequenas mas chamativas: meu celular quebrou, meu chefe me elogiou, meu ciso começou a doer, eu percebo que meu trabalho é temporário, tô zerado de grana, preciso começar a agitar o cursinho e juntar dinheiro se quiser ter um bom carnaval ano que vem.
Como eu disse, pequenos pensamentos que acontecem durante meu longo percurso na ida ao trabalho e que eu esqueço. Talvez por ser tão pequeno.

Eu estou em processo de revida, falta passar aquela idéia no ar pra eu acordar mais um pouco, uma meta mais digna de se lutar. Senão vira um lance muito "meta final é ir pros States".

Tenho uma série de rotinas e nenhuma tem casado comigo.
Acompanhem o desembolovimento dessa história.

Pedro.
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15 Junho 2009

domingo no parque #10





Aniversário.
Bolo.
Gambiarra.
Restaurante da Gambiarra.
Viciados.
Viciados na Gambiarra no restaurante pra comemorar uma aniversário com bolo.
Parabéns Gustavo, você conseguiu uma guerra de bolo e ainda sair vivo (após tantos ataques) pra ser feliz com 22.

Mas antes disso, bem antes.
Encontrei os viciados na Parada, quase no fim. Eit Parada mais chatinha essa. Sem trio, sem música, só na função social. Valeu pela companhia de minha irmã e Rafael e de todos os Gambiarreiros.

Fomos a pé da Brigadeiro até a Roosvelt sem um caso interessante. A Parada estava literalmente parada. Foi legal pelos motivos que eu já citei, as pessoas que me acompanharam das quatro da tarde às 7 da manhã da segunda feira.

Rumo ao Mc da República pra comer e causar. Umas meninas queriam o Petit (que estava inspiradamente quente no frio) e o André e eles quebraram o coração delas. Depois pra minha casa (com menos gente) pra encontrar o Léo Krausche (viciado!) e fazer um esquentinha de Heineken.
Combinei também com a Gigi e a desapontei. Falha minha. Mais tarde ela me disse da chateação que ficou e eu fiquei mais. Ela sempre tão prestativa e pensa tanto nos outros e eu falho numa dessas! #My bad#

Vamos ao bom.
Estou falando de uma das melhores Gambiarras, like, ever.

Começou com um pirulito na porta, cortesia da PéimPéim (a melhor doceira de festa), depois o encontro na portaria com Denise e Talits prometendo que sairiam da recepção e entraria de cabeça na pista, como não fazem há dias.

Lá dentro, Taiguara com uma fala pra mim, um pedido de desculpas e um convite especial pra mim. Fiquei emocionado logo de cara. Fui pra pista e estava vazia. O set perfeito, sem falhas, como sempre é a Gambi, cada música superando a outra.
O Miro aceitou uma sugestão minha e anunciou que iria tocar uma bagaceira nova, saída do forno pro pessoal da comu. "Na base do beijo" da Ivete que eu tinha citado no Confessionário. Saí do banheiro correndo e fui agradecer.

Na pista do Trovão, dois momentos: o primeiro foi tomar conta da pista SOZINHO enquanto o dono precisou deu uma saída rápida e o segundo momento numa performance que fez a pista parar pra ver: eu e Petit + "She's not me" na escada no momento Bitch Music da noite. Acabei formando várias teses sobre dançar na escada, que é bem diferente de uma pole dance ou de um palquinho. Divagações profundas.

Voltando pro restaurante pra guerra de bol... ops, pro parabéns e foi uma zona só.
Na pista 1 eu gravei um video às 6 da manhã, com o Duende no controle tocando o hino pela segunda vez. Gravei pra mim, pra poder deixar no celular pra quando a minha bateria acabar ou quando a abstinência for mais forte.

#Random moments# e Confessos#

"Get down" com Alê.
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Ensinar "Dandalunda" pro Léo urgentemente.
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A pole e o queijo estão reformando? Vamos pra escada.
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Petit em "Single ladies" contra as invejosas. Ele tem anúncio, tá?
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Happy 22, Gustavo.
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Thay, até tu?
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Cris, você é Perva Pan.
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Marlon, he's not me!
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Recebi notícias teatrais ontem que me deixaram sem fôlego.
(conheci um dos atores da peça "O que eu entendi do que o Tom Zé disse" que assisti em 2006 e mudou tudo o que eu pensava que pensava. Alex Moreno é produtor e dançarino na Fever e eu já o conhecia!).
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Às sete eu já estava no alto da cabine dançando "Who do you think you are". Por que o sonho não tem que acabar.
Grande noite, quero guardar tudo dela.

Ah!!! Como num passe de mágica, minha comanda deu um total de 12 reais no fim da noite, com duas cervejas e /momentos de suspense.../ uma ÁGUA!



Pedro.
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14 Junho 2009

better than anything

Ontem eu saí com a Amá. Que jeito bom de começar esse texto. Voltei do trabalho e fui encontrá-la no Pescador. Que saudade dela, fico até medindo as palavras, medo da repetição. Ela provavelmente escreve melhor que eu, então, aguentem até ela ter um blog pra eu poder me aposentar.

O Fome estava presente. Seu jeito de fada madrinha transviada da Augusta abençoando nossa noite e nos levando pra lugares que estavam lá e nenhum de nós conheceria (morando em Assis ou em Sampa, sem ele, não). Andréia, "agora eu sou uma estrela" (totalmente dedicada a Elis) também estava lá. Me fez promessas e mais promessas de ligar que eu sei que ela não vai cumprir enquanto a Amá não estiver.

Tão bom sentir o que eu sinto perto dela que São Paulo faz sentido. Não entendo muito de mim, mas de gente eu entendo. Isso que acontece quando eu estou junto dela é o maior número de lembranças de pessoas felizes juntas que eu consigo lembrar. Em mim.

Uma pequena noite para a cidade que se agitava para a parada, um upgrade de acontecimento na rotina da minha vida tão eventualmente moncórdia.
Meu dia dos namorados envolto em abraço numa cadeira de bar. In a moment where nothing really matters.

Pedro.
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13 Junho 2009

sozinho eu vou ficar melhor

"Eu vou ver se tomo conta de mim, bem
Aqui não é o mundo de Adão
Volta e meia aqui tudo pifa
Tempo, grana, amor, avião"

A hora de parar pra ouvir a cabeça, o coração, os pensamentos e os sentimentos é sempre tardia? Quando eu chego a conclusão que eu preciso parar pra pensar, já era. Tô perdido e caindo numa montanha russa de falta de definições e metas. Daí fico ansioso por querer algo que eu nem sei o que é, mas me espera.

Quero ir ao Poupa Tempo tirar uma identidade, mas não aquelas de papel, aquelas de vestir e viver, quero uma nova, zerada.

Na tentativa de tentar ser um baladeiro oficial, fiz pra mim uma agenda que cobriria todo o feriado de Corpus Christi (que nem seria feriado pra mim): terça na Loca, quarta na Trash, quinta na Gambi, sexta no Oficina, sábado no Caetano e domingo novamente na Gambi. Só Gambi e olhe lá eu pretendo.

Fiz-me o favor de contrariar o acaso que conspira pra festa non stop essa semana e fiquei/estou me sentindo bem só dentro de casa. E só dentro de casa.

Você me entende? Se me entender, faz o seguinte, escreve tin tin por tin tin e me manda por esse email, ó: com_pedro@hotmail.com. Serve qualquer explicação. Por que não faz sentido, até semana passada eu procurava farra até onde não tinha, e agora... E agora?

A Amá tá em SP e é felicidade pra mim. Quero ficar o tempo que puder com ela.
Quero a Amanda Minassian, quero muito. Fiz um texto sobre ela, mas não disse isso: Amanda sabe me abordar em qualquer tempo. Ela me conhece e é uma daquelas pessoas atemporais, que seja o tempo que for, vai saber chegar em mim e me fazer sentir em casa.
A minha melhor amiga é a Esther, mas na verdade é a Amanda. Me conhece independente do tempo, me lê bem, me deixa em paz ali do meu lado.
O Tuca era assim (lá vem...).

Eu tô dizendo esses nomes por que hoje sonhei com o Rodrigues Alves. Como se toda a turma se reencontrasse no pátio nos dias de hoje, com os professores e os vigias. Eu chegava atrasado (novidade!), olhava as pessoas de longe e não sabia se ia ou ficava. Daí me viram e foi uma festança.

Acordei consciente do sonho que tinha tido e lembrando de muita coisa que devia estar parada na minha memória há décadas. Pior! Sem saber o que fazer com tudo isso. Coisas que apareceram só pra atormentar mais o meu momento de acordar que já é tão inquieto. Daí pra frente descambou, fulerô meu esquema de ter um dia normal, me fechei numa concha e caí de cabeça no trabalho até uma enxaqueca monstra tomar conta no fim da noite.

Voltei de Santo Amaro num dos dias mais surreais da minha vida. Minha cabeça sem direção nenhuma, com um peso enorme e uma enxaqueca maior.
Passei em frente ao Credicard Hall e queria tanto estar lá dentro pra ver Caetano. Mas tanto mesmo que foi mais uma coisa pra pensar.
Valei-me meu Santo Antônio que hoje é seu dia. "Trezena de Junho é tempo sagrado na minha Bahia".

Cheguei no Centro e fui ver o Cris na porta da Trash (ele é hostess por lá), tenei encontrar o cara que me prometeu uma pulseira pra um trio na parada domingo, pensei em ir pra Trash... Caí em casa com uma pergunta na cabeça:

com quantos pensamentos se faz uma pessoa?

Pedro.
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12 Junho 2009

domingo no parque #9

ou, Normal em Curitiba

Tudo o que vai volta. Assim como no fluxo normal da vida, tive que aprender que isso também valeria pra Gambiarra. Na verdade eu acho que eu que não queria enxergar que a festa cresceu e não foi sozinha. Acabei indo junto e deixando a síndrome de Peter Pan (assim como uns e outros)
Não sei como levar isso ainda, mas sei que está acontecendo sem meu controle.

Toda maturidade tem seus prós e contras. Por um lado temos uma comunidade muito bonita, formada e aberta a novos amigos, mais contato com a produção, um certo crédito, um sentimento especial em relação à festa. Por outro lado, a responsabilidade também cresce.

Não pode mais ser aquele menino destrambelhado, atrapalhado e inconsequente. Não dá mais pra se atracar com pessoas desconhecidas sem esperar comentários no dia seguinte, não dá pra não dar atenção pras pessoas ou não ter um certo cuidado com elas, nem pra dançar como se não houvesse amanhã na cabine do Miro.
Oooops! Essa última não dá mesmo, até por que parece que meu nome sofreu um boicote por lá, após tantas desventuras e idiotices lá em cima.

Por um lado fiquei chateado, por outro lado, também. Daí fui chorar as pitangas na cabine do Trovão e por lá estava tudo bem. Então eu desencanei de pistas, cabines e pessoas e aproveitei a maturidade pelo que me trouxe de melhor: as amizades. Fiz minha cabine pessoal com os meus amigos. E isso a dj-convidada-Global não poderia ter, nem tirar de mim, ela que ocupasse todo o resto!
Pensa na felicidade do garoto ao chegar a esse pensamento.

No mais, não foi um dia feliz pra muitas outras pessoas também. Não que tenha sido ruim, mas eu sou pisciano torto e encuquei com um lance. Com isso fui até o fim da festa, até chegar em casa e desabafar na comunidade. Daí falei mermo.
"Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar!".

Ah! E era dia dos namorados. Fizemos um coletivo e ninguém ficou só e/ou sem beijar na boca. Só quem não quis mesmo. /ficadica. Pensei que fosse uma festa de família, tanto que até levei minha irmã! Ainda bem que não era. rs.

Pedro.
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10 Junho 2009

pirata



Sou o único homem a bordo do meu barco


Os outros são monstros que não falam
Tigres e ursos que amarrei aos remos

E o meu desprezo reina sobre o mar

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas

Há momentos
que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso



A minha pátria é onde o vento passa

A minha amada é onde os roseirais dão flor
O meu desejo é o rastro que ficou das aves

E nunca acordo deste sonho



e nunca durmo.


- Sophia de Mello Breyner -

Pedro.
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09 Junho 2009

mais um dia da semana

Nem sei por onde começar. São 11:15 da manhã e eu fui dormir às 5.
Tenho 9 chamadas não atendidas, 4 sms de números conhecidos, 1 da Vivo outros 2 de números X me perguntando "como cê tá Drão?" e o outro com um "me liga".

O telefone da sala está tocando. Está muito frio. Quem será?
Dói pisar no chão, vou deixar tocar até muito mais.

Resolvi escrever no papel hoje. Talvez nem sobre texto uma vez que o Elvis conseguiu abrir a porta da cozinha e está em cima da minha cama com as patas molhadas pisando todo meu texto.

Deve ser minha mãe que descobriu minha astronômica conta de celular. Ou minha irmã pra falar do show do Caetano ou a Thay ou o Rafael. Que dia é hoje!? Foi hoje que eu combinei com o Rafael e ele tá me esperando?
Não... Ufa! Combinei com ele de se encontrar de manhã pra se ver e ensaiar um encontro pra fzer um som.

Falando em som, lembrei da Pam. Provavelmente vou vê-la quando a Amália passar por aqui. Dia 12, acho.
Elvis me trouxe uma meia minha que ele roubou do varal. Meu alarme desperta jurando que eu estou dormindo e que ele vai me acordar pra ir pra ACM nesse frio.

Queria tanto um café de hotel 5 estrelas numa sala com aquecedor em temperatura ambiente e depois uma aula bem light de Yogalates (sim, eu vivo The O.C) e depois uma massagem (#morning feelings# ABS, VF).
Mas vou pular da cama, engolir um macarrão e ir pra musculação com o corpo muito mal aquecido. A massagem só se for dentro do Terminal Santo Amaro que vai tremendo o caminho inteiro.
Super relaxante.

Mas eu ainda estou na cama. Não respondi sms algum, não retornei e nem atendi ligações. Pus o celular pra tocar qualquer coisa e ele escolheu "Umas e outras" da Alcione. Na sequência veio "Videotape" do Radiohead, "Faaca" do Mombojó e "O morro não tem vez" com Elis e Jair. Parei.

Acordei me sentindo no direito de nada, to me sentindo bem hoje, apesar do frio há raios de sol entrando pela janela.
Pra que ligar o robô e ir vivendo meu dia autimaticamente - não tem que fazer tudo. Tem que fazer o bom. Vou pegar o violão e tocar uma canção.

Como é bom poder tocar um instrumento.


Pedro.
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